“O mais importante é o amor”.
A vida é feita de escolhas e
prioridades. Não há espaço em nossa vida para tudo e todos em nossa curta
existência.
Somos seres limitados. Aprendemos
a viver em sociedade para que pudéssemos nos apoiar e assim garantir, dentro do
possível, mais um dia de vida, ou uma existência o mais longa possível.
Somos seres dependentes, frágeis,
e levamos muito mais tempo para nos desenvolvermos se comparados às outras
criaturas que habitam o nosso planeta.
Mas há algo que inunda a todos: o
amor. Mais do que instintos de autopreservação, somos nutridos pelo amor que
nos circunda desde a infância, e até antes dela. É claro que existem muitas
variantes em nossas vivências, e podemos ter tido experiências que distorceram
o nosso olhar para o amor, mas há algo dentro de nós que ainda anseia por ele,
por conhecê-lo. É um anseio pelo sentir-se amado e valorizado, de uma forma
sincera e despretensiosa, por ser considerado importante para alguém, por ser
aceito, visto. Um anseio por comungar, da forma mais pura possível, da
experiência da vida.
Amar, como verbo, pode ser algo
aprendido, como diz em certa parte a Escritura “nós amamos, porque Ele nos amou
primeiro”1. Afinal, nem todos nós experimentamos do amor familiar,
que a considerar pelo andar da carruagem e do tempo que temos de sociedade,
deveria ser o local onde seríamos nutridos de amor, acolhidos e respeitados. Entretanto,
nem todas as pessoas experimentaram do amor, ou, experimentaram outras coisas
mascaradas de amor, coisas que lhes feriram e lhes incutiram medo do amor, de
amar e serem amadas.
O amor não é fraqueza, nem
“trouxisse”, amar não é ser besta, nem manipulável. O amor é forte. Amar exige
liberdade e coragem.
Por que Deus enviou Seu Filho ao
mundo? Não foi por amor? Houve outro motivo maior?
“Esta é a palavra que vos
anunciamos, não é algo novo, mas o que vos anunciamos desde o princípio. Deus é
amor e não há Nele trevas nenhumas”2.
Fomos criados pelo Amor. “O amor”
que “não faz mal ao próximo”3. Deus como um bom Pai, que ama os
filhos que cria, teceu bons planos para cada um deles, “planos de paz e não de
mal, planos de fazê-los prosperar e terem um futuro”4, um propósito,
esperança.
O motivo pelo qual escolhi escrever
sobre amor, nesse primeiro post, foi inspirado em uma declaração da escritora
Joyce Meyer, em seu livro ‘Diga a eles que os amo’. No livro, ela relata que antes
de ministrar a Palavra pela primeira vez em sua vida, ela perguntou a Deus
sobre o que Ele queria que ela falasse, a resposta de Deus para ela foi para
que ela falasse sobre o amor. Enquanto ela achava que era uma mensagem muito
elementar, Deus lhe mostrou que havia muitas pessoas que não sabiam que Ele as
amava.
Há no mundo milhares e milhares
de pessoas que não sabem, nem sequer ouviram sobre Deus, o Pai de Nosso Senhor
e Salvador Jesus Cristo, ou se ouviram sobre Deus, nunca ouviram que Ele as
ama, e se ouviram que Ele as ama, pensam que esse amor não é para elas, se sentem
excluídas de alguma forma (talvez por conta das situações que vivenciaram ou
por causa de discursos negativos de terceiros). Não conseguem se sentir
incluídas quando escutam que “Deus amou AO MUNDO de tal maneira...”, embora o
texto sagrado continue dizendo “...para que TODO AQUELE que Nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna”5.
Muitas pessoas até acreditam que
Deus é amor, e que ama todo mundo (de uma forma genérica), mas não estão muito
seguras se Deus as ama pessoalmente, como indivíduos e o tempo inteiro. A
religiosidade incutiu um medo irracional nas pessoas de que, a qualquer momento,
por qualquer motivo, ou deslize ou descuido da parte delas, Deus deixará de
amá-las, ou que só irá amá-las até certo ponto, sob alguma condição específica.
Talvez você esteja entre essas pessoas que pensam assim.
Permanecer acreditando no amor de
Deus por nós é a nossa verdadeira luta.
Tantas vozes e situações tentam
nos fazer desacreditar no “amor que Deus nos tem, em que Cristo morreu por nós
quando ainda estávamos mortos (separados de Deus) em nossos pecados”6,
enquanto ainda “andávamos cada qual segundo o seu próprio caminho”7.
São tantas vozes e situações contrárias que nos sentimos pressionados a duvidar
e questionar se Deus nos ama de fato.
Como cristão que sou, é vital que
eu creia que Cristo morreu por mim, e que a força motriz do Seu sacrifício, foi
justamente o amor que Deus tem por mim. Afinal, a salvação é individual. Não
podemos viver a salvação, a escolha da fé, receber o amor de Deus por outra
pessoa, no lugar dela. Da mesma forma, não posso nascer e viver no lugar de
outra pessoa, sentir suas dores, do corpo e da alma, no lugar dela, aprender
por ela, sonhar por ela, ou morrer no lugar dela. Crer no amor de Deus e
acolhê-lo em nosso coração é uma experiência que viveremos de forma individual.
No entanto, estou aqui para te
dizer que o amor é possível. Deus já preparou um Caminho para o experimentarmos
nessa vida. Deus já deixou provas incontestáveis da realidade e infalibilidade
do Seu grande amor por nós. Cristo é prova viva da existência desse amor,
porque foi por nós que Deus também O ressuscitou dentre os mortos.
Ah, quantas coisas para se dizer,
em um único e breve post, sobre o Amor! “Nós sabemos e cremos no amor que Deus
tem por nós”8 e precisamos não apenas conhecer esse amor, mas crer
nele, em toda a sua altura e grandeza, profundidade e humildade, largura e
alcance... esse amor, pelo qual ansiamos no mais íntimo do nosso ser, é o amor
de Deus que nos foi apresentado por Cristo. Em cada gesto de Jesus, em cada
palavra Sua, em cada olhar cheio de compaixão e misericórdia para o ser humano...
é esse amor que o Espírito Santo quer derramar em nossos corações e deseja
nutrir em nós, nos fazer enxergar e conhecer, deseja que creiamos que existe e
que é para nós, que frutifiquemos e que valorizemos.
É bom ser uma pessoa cheia de fé
e esperançosa, que luta e batalha por dias melhores, mas, um dia, essas
batalhas chegarão ao fim, e estaremos diante da única certeza que realmente importa:
(o mais importante é) o amor. O novo e maior mandamento, que foi nos
apresentado desde o princípio. O maior motivo e o melhor presente. O melhor dom
e inconfundível fruto. A principal marca de um seguidor de Jesus.
E como alguém que um dia foi
alcançado por esta verdade, tenho a obrigação de compartilhá-la e levá-la
adiante. Deus te ama. Sim, Jesus ama você. Mesmo que eu não te conheça Ele te
conhece, e te conheceu e pensou em você antes mesmo de você existir, porque foi
Ele quem o fez como você é, Ele te criou e é Ele quem te sustenta com vida. Você
foi feito pelo Amor, com amor e para o amor. Você não é uma surpresa para Deus
e as suas cores não são um erro.
Estarei aqui na próxima postagem,
se Deus quiser, para continuar falando do amor de Deus por você! Deus abençoe
aí!
Referências Bíblicas: 11
João 4:19; 21 João 1:5; 3Romanos 13:8; 4Jeremias
29:11; 5João 3:16; 6Romanos 5:8, Efésios 2:1,2; 7Isaías
53:6; 81João 4:16.
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